Ignácio de Loyola Brandão

Ignácio de Loyola Brandão

Nasci em Araraquara, SP, aos 31 de julho de 1936, às 10 horas. Filho de Antônio Maria Brandão, um ferroviário, e de Maria do Rosario Lopes Brandão. Meu avô paterno, José, foi seleiro, carpinteiro, barbeiro, delegado de policia e teve um carrossel com o qual andava pelo interior. O avô materno, Vital, foi no final da vida, porteiro de grupo escolar e um apaixonado pela política do PSD.
Fiz o curso primário primeiro em escola particular, em seguida no Colégio Progresso, instituição católica. Ginásio no Ginásio Estadual Bento de Abreu que se transformou no Instituto de Educação Bento de Abreu, IEBA, no tempo do curso científico.
Mudei-me para São Paulo aos 20 anos e meio, entrei para o jornal Ultima Hora, onde fiquei até 1966, tendo sido repórter, colunista, editor de variedades. Em 1966, aos 30 anos, entrei para a revista Claudia, da Editora Abril, passei pela Realidade, uma das maiores revistas dos anos 60, editei Setenta, a primeira tentativa de se fazer um Vogue brasileiro. Passei para a Editora Três, fiz Planeta durante cinco anos, depois Lui e Ciência e Vida, organizei coleções de livros como Clássicos da Literatura Brasileira e a Biblioteca Planeta. Entre 1979 e 1990 estive fora da imprensa, tendo retornado para a direção de Vogue.
Meu primeiro livro foi Depois do Sol, contos, em 1965. Ao completar 42 anos de carreira agora em 2007, já publiquei 32 livros, sendo dois de viagens (Cuba e Alemanha) e o restante ficção (romances, contos, infanto-juvenis). E mais 20 projetos especiais, como histórias de bancos, empresas, clubes de futebol, teatro, textos para livros de fotográfias. Entre meus livros mais conhecidos estão Zero, polêmico, que esteve proibido nos tempos da ditadura militar, Não Verás País Nenhum, O Verde Violentou o Muro, Bebel Que a Cidade Comeu, Dentes Ao Sol, Cadeiras Proibidas, O Homem Que Odiava Segunda-feira, O Beijo Não Vem da Boca, O Anônimo Célebre e A Altura e a Largura do Nada. Escrevi roteiros para filmes (Bebel que a cidade comeu e Anuska, manequim e mulher) , uma peça teatral, A Última Viagem de Borges, tive livros adaptados para teatro e balê, como Zero e O Homem que Odiava a Segunda-feira. Vivi na Itália e na Alemanha, tenho livros traduzidos para o inglês, espanhol, alemão, italiano, húngaro, checo, coreano do sul. Atualmente sou cronista do jornal O Estado de S. Paulo, com uma crônica todas as sextas-feiras no Caderno 2. Meu livro O Menino Que Vendia Palavras acaba de ganhar o Prêmio Fundação Biblioteca Nacional como o Melhor Livro Infantil do ano de 2007.